segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Feliz 2008



Modelo via KDE-Look.

Spicebird - uma suite colaborativa que promete

Já existem vários softwares colaborativos por aí, mas fiquei sabendo de um novo que será lançado em breve que eu acredito que mereça atenção.

O Spicebird é uma suite colaborativa open source que promete integrar e-mail, jabber, calendário de grupo, agenda, RSS entre outros recursos. Ele é baseado na plataforma Mozilla e compartilha códigos com o Thunderbird e o Sunbird. Os desenvolvedores fazem inclusive questão de esclarecer que contribuiram com código para esses projetos e que o Spicebird não está sendo desenvolvido para competir com esses produtos, mas sim para ser uma nova alternativa aos usuários.

Um pequeno demo online está disponível. Basta clicar na imagem abaixo.


A lista de recursos para a versão 1.0 é bem grande, mas até essa versão o caminho será longo. Saiba mais das pretensões dos desenvolvedores e do roadmap aqui.

Segue a lista de recursos (versão 1.0):

E-Mail

  • POP3, IMAP and SMTP
  • RSS e newsgroups
  • Assinatura e criptografia de e-mail baseado nos padrões web
  • Suporte a Unicode
  • Pesquisa, Spam, Anti Phishing e filtros customizáveis
  • Suporte para skins e plugins
  • Tags
  • Múltiplas identidades

Mensagens Instantâneas

  • Jabber (XMPP)
  • Chat entre 2 usuários e conferência de grupo

Calendário

  • Compartilhamento de calendário
  • Assinatura de calendários web usando iCal
  • Tarefas e eventos
  • Lembretes

Blogs

  • Poste para seus blogs direto do cliente
  • Assine blogs usando RSS

Informações Gerais

  • Customizável - Javascript é tudo que você precisa saber para customizar a aplicação
  • Segurança - A solução é baseado em componente open source, que são revisados por milhões de pessoas ao redor do mundo
  • Escalável - Os componentes do servidor pode ser clusterizados em múltiplas máquinas
  • Compatível com os padrões
  • Pode ser facilmente integrado com outras aplicações.
Realmente existe a necessidade de uma ferramente com todas essas características e que funcione bem, de forma simples e estável. Existem algumas soluções web, mas nenhuma delas me agrada o suficiente. Com o Spicebird parece que vamos ter uma ótima ferramenta. Agora é esperar a versão 0.4 (que será lançada em breve) e torcer para que o projeto consiga atender as nossas expectativas... :-)

domingo, 30 de dezembro de 2007

Openfire - Plugins MotD e Email listener

Pois é...

Confesso que fiquei meio decepcionado com os plugins MotD (Message of the Day) e Email listener, pois esperava que os mesmos tivessem mais de recursos.

Comecemos com o MotD (que já está na versão 1.0.3). Sinceramente, eu esperava que fosse possível colocar uma mensagem específica para cada usuário, mas ao invés disso, o que se pode fazer é setar uma mensagem padrão que será recebida por todos usuários ao logarem.

Wishlist para o plugin MotD:
  • Possibilidade de setar uma mensagem específica para cada usuário
  • Possibilidade de setar uma mensagem específica para cada grupo
Já o Email listener também ficou abaixo das expectativas, mas como ainda está na versão 1.0 tem muito a ser melhorado mesmo. Da mesma forma que com o MotD, eu tinha expectativa de poder trabalhar com usuários específicos. No caso, eu esperava poder setar uma ou mais contas específicas de e-mail para um usuário e assim que um e-mail chegasse na conta o usuário fosse alertado (ou até mesmo recebesse o texto da mensagem). Só que o que temos de momento é a possibilidade de setar uma única conta de e-mail que será monitorada e caso novos e-mails sejam recebidos na mesma, uma lista de usuários (que você define) receberá um aviso.

Wishlist para o plugin Email listener:
  • Possibilidade de setar uma ou mais contas de e-mail para cada usuário.
Apesar dos dois plugins terem sua utilidade, acredito que estejam muito longe de onde podem chegar.

Vamos postar nossas demandas nos Fóruns da Ignite e esperar que eles nos atendam...

PS: Se você leu meu post anterior sobre o lançamento do Openfire 3.4.3 e desses 2 plugins, leia-o novamente, pois o mesmo recebeu algumas atualizaçoes.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Debian 3.1r7 lançado

E para quem ainda não migrou para o Debian Etch e ainda usa o Sarge segue a notícia:

Ontem o Projeto Debian atualizou também a versão old stable 3.1 (Sarge).

Acaba de sair o Debian 3.1r7, trazendo como de costume as mais recentes atualizações de segurança disponibilizadas, que assim já vem incorporadas no CD de instalação.

Da mesma forma que com o Etch, se você já tem o CD ou DVD do Debian Sarge (3.1r0 a 3.1r6) não precisa se desfazer dele e baixar o novo. Um apt-get update/apt-get upgrade já resolve tudo.

Mas se você por alguma razão for baixar o CD do Sarge (ao invés do Etch) já procure pela nova atualização. Ela deverá estar disponível em breve em todos os mirrors, pois já está em processo de disponibilização.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Fundação Mozilla disponibiliza suporte online para o Firefox

A Fundação Mozilla está disponibilizando o Live Chat Support para o Firefox (Em inglês).

Através do chat você poderá tirar dúvidas com usuários mais experientes (voluntários) caso você não encontre o que precisa na Knowledge Base.

Obviamente o site não tem suporte 24x7, mas sempre que você entrar no site e ver a imagem abaixo no menu à direita da página o serviço estará disponível.


Mas caso a imagem seja a seguinte, o serviço encontra-se indisponível.




Inicialmente o serviço estará disponível 3 horas por dia (segunda a sexta), mas conforme o número de voluntários aumentar, esse horário será expandido.

Ponto para a Mozilla por mais uma ótima iniciativa.

Saiba mais aqui.

Kubuntu 8.04 não será LTS ?

Parece que a versão do Kubuntu 8.04 não será mais LTS (Long Term Support).

Devido ao atraso no lançamento do KDE4 (que será daqui há 13 dias, segundo o contador no site do KDE) e já que a versão 8.04 será lançada no meio de abril, a Canonical e a equipe do Kubuntu acharam prudente não tornar a versão LTS, por se tratar de uma grande mudança na plataforma.

Além disso também ficou definido que serão lançadas versões do Kubuntu 8.04 com o KDE 3.5 e com o KDE 4 (nenhuma das duas será LTS). Leia a mensagem postada por Jonathan Riddell na lista Kubuntu-Devel.

Não sei se isso não irá gerar um pouco de confusão, pois acredito que o Ubuntu 8.04 continuará sendo LTS, mas de qualquer maneira prudência sempre é bem vinda, ainda mais por se tratar de uma versão totalmente nova.

O melhor é aguardar mais informações...

Caso queira saber mais, clique aqui.

Openfire 3.4.3 disponível e novos plugins lançados

Saiu a nova versão do Openfire.

Além das correções de bugs, algumas novidades:
  • Melhorias na performance de login
  • Otimização geral de performance
  • Otimização do consumo de memória quando usando http-bindings
  • Pacote para Solaris
  • Pacotes para Debian/Ubuntu (já era hora) :-)
  • Entre outras
A lista completa pode ser vista aqui.

Para mim que sou usuário de Debian/Ubuntu, o grande destaque é que finalmente foi criado um pacote de instalação para a distro.

Além disso, foram também disponibilizados 2 novos plugins:
  • Email Listener: O plugin email listener é um serviço que conecta a um servidor IMAP e encaminha novos e-mails para usuários específicos.
  • MotD: O plugin MotD (Message of the Day) permite que os admins enviem mensagens para um usuário sempre que ele logar.
Em breve estarei atualizando o servidor e instalando esses novos plugins. Se forem realmente interessantes eles irão ganhar um post específico.

Agora é baixar e usar :-)

UPDATE (29/12): Bola fora do pessoal da Ignite Realtime???
Ao tentar instalar o pacote Debian do Openfire recebi a mensagem de que ele depende do pacote sun-java5-jre. Só que eu já tenho o pacote sun-java6-jre e gostaria de usar esse e não precisar instalar o antigo, até porque eu já estou rodando a versão 3.4.1 com o java6. Vou postar uma mensagem pra eles sobre isso...

UPDATE2 (29/12): Segue a posição do pessoal da Ignite:
" Howdy! I was working with one of the Ubuntu developers on that package and we decided to go with the java5 requirement for now. There were, unfortunately, a number of things I needed but could not depend on. Most of which was, no /etc/alternatives/jre that would have been provided by any of the packages. It's easy for my to set a depends of sun-java5-jre | sun-java6-jre, but I have to set JAVA_HOME at one point. =(

One of my tasks though is to hop on the debian java list and see if there is a workaround!

If you skip the requirement, you may need to tweak some variables in the init script, but otherwise you should be good to go!"

Do meu ponto de vista, o principal motivo dessa dependência é que como o pacote do Openfire é o mesmo para Debian e Ubuntu e o Debian só possui o sun-java5-jre (o sun-java6-jre só tem pra Ubuntu), esse acabou sendo o "pacote padrão" de dependência.

ERRATA (30/12):
Me referi erroneamente ao plugin MotD como novo, mas na realidade o mesmo recebeu uma atualização (1.0.3) no dia 27/12, mesma data do lançamento do Openfire 3.4.3 e do plugin Email Listener.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Debian 4.0r2 lançado

O Projeto Debian lançou mais um update para a versão 4.0 (Etch).

Acaba de sair o Debian 4.0r2, trazendo as mais recentes atualizações de segurança disponibilizadas, que assim já vem incorporadas no CD de instalação.

Se você já tem o CD ou DVD do Debian Etch (4.0 ou 4.0r1) não precisa se desfazer dele e baixar o novo. Um apt-get update/apt-get upgrade já resolve tudo.

Mas se você for baixar o CD já procure pela nova versão. Ela deverá estar disponível em breve em todos os mirrors, pois já está em processo de disponibilização.

Para mais informações leia o release completo.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Feliz Natal !!!




















Para todos os amigos e leitores do meu blog,

Um Feliz Natal !!!

Merry Christmas !!!

OT: Peach Open Movie

Navegando hoje me deparei com o Peach.

Muitos como eu não devem saber do que se trata (eu não sabia até poucos minutos atrás).

Pois bem: trata-se da primeira animação a ser totalmente produzida usando uma ferramenta livre, mais especificamente o Blender.

Pelos imagens e vídeos parece bem promissor.



Sei que esse tipo de post não é bem a finalidade desse meu blog (para isso eu tenho este outro), mas eu achei isso tão interessante e como o filme vai ser desenvolvido no Blender decidi divulgar pra compartilhar a informação.

Agora é esperar pra ver o resultado final.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Abertas as inscrições do fisl 9.0

Estão abertas as inscrições para o 9º Fórum Internacional Software Livrefisl9.0, que será realizado nos dias 17, 18 e 19 de abril de 2008, no Centro de Eventos PUCRS, em Porto Alegre, RS, Brasil.

Até o dia 1º de fevereiro o valor da inscrição para pessoa física, é de R$ 83,00. De 2 de fevereiro até o dia 7 de março, R$ 103,00. E de 8 de março a 11 de abril, R$ 123,00.

Após 11 de abril, as inscrições só serão aceitas na Secretaria do fisl9.0, no Centro de Eventos PUCRS. Do dia 17 ao dia 19 de abril, o valor cobrado será de R$ 153,00.

Leia a notícia completa aqui ou inscreva-se já!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

KDE 4 RC2 lançado (com Live CD do Kubuntu 7.10 disponível)

Notícia da semana passada, mas que não pode ser esquecida.

Saiu o KDE 4 RC2 e o pessoal do Kubuntu além de disponibilizar os pacotes, lançou um Live CD para que seja possível testar o mesmo rodando no Kubuntu 7.10 sem necessidade de instalação.

Baixe o Live CD ou se preferir veja como instalar o mesmo dos repositórios aqui.

PS: aproveite e leia essa avaliação do novo RC feita pelo site ars technica.

Prorrogadas as inscrições dos Eventos Comunitários para o fisl 9.0

ATENÇÃO: as inscrições para os Eventos Comunitários do fisl 9.0 foram prorrogadas até o dia 11 de janeiro de 2008.

Caso não tenha inscrito ainda seu evento, faça isso agora.

Aguardo todos vocês lá.

:-)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Site do fisl9.0 disponível.

Está no ar o site oficial do fisl9.0.

Não perca tempo e já adicione o mesmo nos seus bookmarks.

Em breve as inscrições estarão abertas.

Fiquem atentos :-)

Samba 4.0.0alpha2 disponível

Para os beta testers (ou será alpha testers) de plantão, está disponível a nova versão do Samba 4.0.

Interessado ? Baixe o mesmo aqui.

Mudanças desde o alpha1:

In the time since Samba4 Alpha1 was released in September 2007, Samba has
continued to evolve, but you may particularly notice these areas:

  • MMC Support: The Active Directory Users and Computers console now handles group membership correctly.
  • member/memberOf: These and other linked attributes are now kept in sync
  • subtree renames: Renaming a subtree of LDAP objects is now possible,with all linked attributes being kept consistent.
  • Python Bindings: Bindings for a future move to Python as the internal scripting language have been created.
  • Shared library use: In support of projects such as OpenChange, which depend on Samba4, more of Samba4 is built as shared libraries.
  • These are just some of the highlights of the work done in the past few months. More details can be found in our SVN history.
Caso queira um Howto de configuração, dê uma lida aqui.

De volta

Estou de volta, após uma semana de férias em Porto Seguro.

Agora com as "pilhas recarregadas" o blog vai voltar ao seu normal.

Em breve novos posts.

:-)

sábado, 8 de dezembro de 2007

Blog on hold.

Bom, vou ficar um tempo offline, então rodei um:

echo "blog hold" | dpkg --set-selections

pois por alguns dias o Blog vai ter de ficar desatualizado. :-)

Para os que lêem meus posts periodicamente, não desistam, pois logo eu retorno. :-)

Para os que assinam meu RSS, peço que também aguardem, pois quando eu voltar a ficar online eu voltarei a postar novamente.

Para quem não assina meu RSS, não perca mais tempo e assine agora. ;-)

E para os que postarem comentários ou me enviarem e-mails, assim que possível eu publico e/ou respondo os mesmos.

Abraços e obrigado a todos que prestigiam meu blog.

Até a volta.

Novos plugins para o Compiz Fusion. Mas será que ele ainda tem futuro ?

Achei esse post sobre novos plugins para o Compiz Fusion e comecei a me perguntar:

Qual será o futuro do projeto agora que o KDE 4 tem um composite próprio e o Metacity caminha nessa direção ? Será que com o tempo o KDE e o Gnome já não terão todos ou até mais recursos que o Compiz Fusion ? Será que vai valer a pena instalar um Composite separado se o próprio Gerenciador já vai ter um built-in ?

O tempo dirá...

Lançado Picasa 2.7 para Linux - agora com upload para o Picasa Web Albuns

O Google lançou a versão Beta do Picasa 2.7 para Linux.

Finalmente foram implementados alguns recursos muito interessantes (e práticos) que só existiam na versão pra Windows.

Veja a lista de novas features:

  • Upload para o Picasa Web Albuns (e como isso fazia falta...)
  • Salvar edições para o disco: agora você pode salvar edições, desfazer e reverter para o arquivo original. E com possibilidade de fazer isso em lote.
  • Visão hierárquica de pastas: navegue em suas pastas no estilo Explorer.
  • Melhorias na importação: Agora você pode importar para uma pasta já existente (isso era outra coisa que também fazia muita falta). A importação das fotos da câmera também ficou mais rápida.
  • Melhor suporte ao formato RAW
  • Muitas outras melhorias como: thumbnails maiores, melhor edição de texto, pesquisa por ISO entre outras.
Saiba mais aqui sobre as novas features e o problemas já reportados com essa versão beta.

Downloads:

Se você já gostava da versão anterior, ou gosta da versão pra Windows e não tem "medo" de versões Beta não perca tempo e atualize já.

Eu já atualizei. ;-)

Nova versão do Openfire disponível (3.4.2)

Disponível a versão 3.4.2 do Openfire.

O Changelog completo pode ser visto aqui.

Como principal inovação, o suporte a Entity Capabilities (XEP-0115), que resulta num menor consumo de banda para descoberta de serviços e capacidades dos clientes.

Além disso foram também corrigidos alguns bugs e novos recursos também foram implementados na versão Enterprise.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Eventos Comunitários no fisl 9.0 - Inscrições acabam dia 15/12

ATENÇÃO: faltam menos de 10 dias para o término do prazo de inscrições dos Eventos Comunitários do fisl 9.0.

Nessa edição do fisl houveram algumas mudanças nas regras de inscrições dos ECs, cujo objetivo é garantir mais espaço para as comunidades de software livre, motivo maior da existência dos mesmos.

Saiba mais sobre as mudanças aqui e leia a chamada completa aqui.

Ainda não inscreveu seu Evento Comunitário ? Faça isso agora.

Espero vocês lá.

:-)

Pendrive e dongle Bluetooth

Comprei pra mim dois brinquedos novos (um deles eu já deveria ter faz tempo): um Pen Drive Kingston de 2Gb e um dongle Bluetooth. Show de bola.

No pendrive eu ia instalar o Ubuntu, seguindo as dicas desse tutorial, mas acho que não ia ser tão prático usar, já que precisaria ter acesso a BIOS da máquina onde fosse plugar o mesmo para habilitar o boot USB. Resolvi então optar por uma solução "meio livre". Instalei então os softwares (todos GPL) para Windows do site PortableApps.com.
Show de bola, tem tudo que se precisa: Firefox, Thunderbird, WinSCP, Putty, Pidgin entre outros. Ok, não era bem isso que eu queria, mas já quebra o galho ;-)

Já com relação ao dongle Bluetooth achei que a situação ia ser bem mais complexa. Comprei um com chip Integrated System Solution Corp. KY-BT100. Muito bom, totalmente compatível. Bastou seguir essas dicas para acessar meu celular Nokia e baixar/enviar arquivos.

Pra quem tem celular Bluetooth eu aconselho. E dependendo do modelo, tem muitos outros recursos disponíveis.

PS: Um recurso muito bacana do KDE com Bluetooth é o KBlueLock. Com ele você poder fazer sua sessão ser bloqueada automaticamente quando você se afasta carregando seu celular (ou qualquer outro dispositivo Bluetooth pareado com o sistema). Ao aproximar-se do computador a sessão é novamente habilitada também de forma automática. Legal pra otimizar o processo e evitar que possamos nos esquecer de fazer o bloqueio. :-)

Recomendado !

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Asterisk IM 1.4.0 - Agora funcionando.

Depois de muita busca e troca de várias mensagens, finalmente consegui achar a solução para fazer o plugin Asterisk IM 1.4.0 funcionar com o asterisk 1.4.X e Openfire 3.4.1.

A solução foi a seguinte:

No arquivo /etc/manager.conf dar para o usuário configurado no plugin as seguintes permissões:

read = system,call,log,verbose,command,agent,user,config
write = system,call,log,verbose,command,agent,user,config

Também coloquei a seguinte linha:

writetimeout = 10000

Consegui resolver isso através dos fóruns da Ignite Realtime. O pessoal lá é bastante acessível e se esforça pra ajudar todos a resolverem seus problemas.

Para ler a discussão completa, clique aqui.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Configurando um DNS Dinâmico com o No-IP

O No-IP é um serviço de DNS dinâmico que permite que você consiga acessar seu computador via Internet usando o mesmo nome, independente do IP que ele estiver utilizando (ótimo para conexões sem IP fixo, como assinaturas ADSL ou cable residenciais).

Um dos planos do No-IP, que com certeza atrai a atenção de muita gente (inclusive minha), permite que você crie uma conta free.
Como desvantagem, por tratar-se de um plano free, você terá de trimestralmente confirmar a existência do mesmo para não "perder o seu domínio", o que cá entre nós não chega a ser algo problemático pois você receberá e-mails informando da necessidade de "renovação" da conta.
A No-IP também oferece planos pagos com vários outros recursos e vantagens, mas nesse caso vou utilizar uma conta free normal.

Como fazer ?
Inicialmente, você deve entrar no site do No-IP e se cadastrar. Após o cadastro realizado, você deverá adicionar um Host, escolhendo o nome do mesmo e o domínio ao qual ele vai ficar associado (existe mais de uma dezena deles).

O No-IP oferece uma série de outros recursos, que você poderá explorar com mais cuidado, mas nesse post irei tratar de um DNS simples, somente para permitir que você tenha acesso a seu computador sem se preocupar com o IP que ele está no momento.

Após finalizar seu cadastro, é necessário baixar o arquivo que contém o daemon que ficará rodando no seu computador. Clique aqui para baixar a versão para Linux. Dica: coloque seus sources sempre na pasta /usr/local/src.

Após o download, torne-se root e abra o arquivo .tar.gz. Acesse então o diretório criado (atualmente noip-2.1.7).
Ok, e agora ? Dentro do subdiretório binaries existem os binários do noip em versão 32 e 64 bits. Copiei o binário de sua versão para o diretório /usr/local/bin. Renomeie o mesmo para noip2, pois é com esse nome que os scripts de inicialização irão tentar iniciar o serviço(se você não fizer isso será necessário mexer nesses scripts).

Configurando
Após, rode o comando noip2 -C.

Será então necessário informar alguns dados:
  • Seu e-mail cadastrado no No-IP;
  • Sua senha;
  • O domínio a ser usado no computador (caso só tenha registrado um único domínio, ele será usado por padrão);
  • Tempo de intervalo para atualização (em caso de troca de IP). O padrão é 30 minutos, o que é bem razoável;
  • Você também será questionado se deseja executar alguma coisa após uma atualização de DNS bem sucedida. Caso seja necessário, você deverá informar o nome do programa a ser rodado (aconselho sempre informar com o caminho completo);
Após todas as perguntas serem respondidas, o arquivo /usr/local/etc/no-ip2.conf será criado.

E como faço pra iniciar o serviço ?
Bem, se você usa Debian ou Ubuntu, um script padrão é incluído no sources. O mesmo se chama debian.noip2.sh (existe também o gentoo.noip2.sh e o mac.osx.startup).

Copie esse arquivo para a pasta /etc/init.d (eu copiei-o como simplesmente noip2.sh para padronizar) e não esqueça de dar permissão de execução para o mesmo. Tenha também cuidado em colocá-lo na inicialização padrão de sua distro. Como fazer isso no Debian e no Ubuntu ? Rode o comando update-rc.d noip2.sh defaults. Ele irá criar os links simbólicos em todos os runlevels.

Terminados esses processos, agora basta iniciar o serviço e curtir seu DNS dinâmico. E se quiser testar o mesmo rode o comando host NomeDoSeuDominio e você irá ver seu nome resolvido para seu IP atual.

Sem mistérios e muitas complicações, o No-IP é uma boa solução para criação de DNS dinâmicos. Se alguém tiver alguma outra dica sobre o tema, aguardo comentários.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Pidgin 2.3.0

Saiu a nova versão do Pidgin.

Para saber o que mudou veja o Changelog aqui.

Assim que os arquivos .deb estiverem disponíveis no GetDeb eu posto um comentário.

UPDATE (30/11): Baixe os pacotes .deb aqui. ATENÇÃO: remova a versão atual antes de instalar a nova.

Normalizando arquivos mp3 no Linux

Um dos problemas com mp3 é que às vezes queremos fazer um CD ou mesmo colocar vários arquivos em um player e eles tem volumes diferentes, o que é bastante desagradável, pois nos obriga a ficar ajustando o mesmo constantemente.

Para resolver isso, podemos normalizar os arquivos. Mas o que é normalizar os arquivos ? Basicamente é uma forma de deixar os arquivos todos em um volume similar, evitando a necessidade de estar toda hora ajustando o volume na hora de escutá-los.

Para realizar essa tarefa, existe no Linux um software chamado normalize-audio.

Com o normalize-audio é possível pegar vários arquivos e normalizá-los todos de uma só vez.

Como fazer ?

Vou explicar da forma mais básica, mas se você quiser saber mais leia o manual do software, pois ele tem vários outros recursos. Entre na pasta onde estão os arquivos que você quer normalizar e rode o comando:
normalize-audio -a -v *

Com esse comando, todos arquivos serão normalizados na amplitude padrão, o que já é bem interessante.

O normalize-audio na realidade seta um volume relativo de ajuste nas tags ID3 dos mp3, que depois é lido pelos players. Por padrão ele trabalha com a ID3v2.4. Infelizmente muitos players ainda não lêem esse formato, o que pode fazer que o ajuste não funcione. Se for seu caso, existe um parâmetro chamado --id3-compat que pode resolver a questão. É preciso testar para ver qual vai atender a demanda do player.

Tirando essa questão (que será resolvida conforme os players forem se adequando aos padrões), o normalize-audio é uma ferramenta prática e simples que vai tornar muito mais agrádavel escutar seus arquivos mp3, seja no computador ou seja em seu player.

UPDATE (30/11): A saber: o normalize-audio é a ferramenta de normalização usada pelo K3B.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Compartilhando o Ubuntu

Alguns dias atrás a Vanessa Nunes da Zero Hora estava precisando de uns CDs do Ubuntu para instalar e testar pois ela queria escrever sobre o mesmo.

Pois bem, mandei os CDs pra ela e ela postou no seu blog. Parece que vai também escrever sobre o Ubuntu para o caderno ZH Digital. Talvez até já o tenha feito, mas isso eu não sei.

Bom, continuando: na sexta passada recebi meus CDs do Ubuntu Gutsy 7.10 e postei sobre isso. Hoje encaminhei pra ela o link do post e ela me disse que os CDs que eu mandei pra ela tinham passado pelas mãos de vários colegas no maior espírito de colaboração. Ela me passou inclusive um link de um post de outro blog lá (Infosfera) do ClicRBS que havia também tratado do assunto.

Show de bola né ?

PS: se eu soubesse que iam fotografar o CD eu tinha caprichado na letra. ;-)

Favoritos 2007 - Br-Linux.org

Já está no ar a votação dos Favoritos 2007 do Br-Linux.org.

Como todo ano, chegou a hora de votar e dar sua opinião sobre os melhores na área de Software Livre e Open Source.

Eu já votei!. Não perca tempo e vote já você também.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Slides da palestra da Propus no VoIPCenter 2007

Alguns dias atrás postei sobre uma palestra de um case da Propus que seria apresentada no VoIPCenter 2007.

Pois bem, complementando aquele post, hoje o nosso diretor, Marlon Dutra, liberou os slides da mesma.

Se você tiver interesse e quiser saber mais, baixe os mesmos aqui.

Chegaram os CDs do Ubuntu/Kubuntu 7.10

É isso aí.

Chegaram meus CDs do Ubuntu e do Kubuntu 7.10 (35 dias após o lançamento).




E você já pediu os seus? Ainda não ? Pois não perca tempo e peça já:

Ubuntu
Kubuntu

Visualizador de logs de auditoria para Openfire

O "leitor" do blog, Celso Andrade, encontrou um visualizador para logs de auditoria do Openfire.

É uma pena que o software é somente para Windows. Mas se esse é seu caso, baixe o mesmo aqui.

PS: Eu não testei o software, mas o Carlos me disse que "basta executar ele e mandar abrir o XML que tem no servidor, na hora mostra o histórico de conversas".

PS2: Celso, desculpe o meu erro no teu nome. Ainda bem que hoje já é sexta, porque isso mostra que a mente já está muito cansada. ;-)

UPDATE 14/05/08: Esqueça os demais visualizadores de logs e leia mais sobre o Monitoring Service.

Restore - Onde encontrar os fontes.

Tempos atrás publiquei um post em meu blog falando sobre ferramentas de backup onde comentei sobre o RESTORE, e falei que o que me incomodava a respeito desse projeto era que eu não havia encontrado os fontes para download.

Pois bem: hoje recebi um e-mail do Presidente/CTO da Holonix onde ele me esclarecia os locais para download dos fontes, que são:

http://trac.holonyx.com/svn/restore/
http://sourceforge.net/svn/?group_id=198657
http://rubyforge.org/scm/?group_id=4561

Segue abaixo o e-mail na íntegra:

Saw a mention on your blog about RESTORE, we do indeed supply FULL sources for RESTORE, mirrored in at least three public locations.

http://trac.holonyx.com/svn/restore/
http://sourceforge.net/svn/?group_id=198657
http://rubyforge.org/scm/?group_id=4561

Also, there have been huge changes lately, I don't have the VM or Live CD done yet but .deb packages are always available at

http://distro.ruffdogs.com/restore/

Thanks so much for your attention to this project.

--
Garret Acott
President/CTO
Holonyx, Inc
970.232.2050

Ficam aqui minhas desculpas sobre a informação equivocada.

Assim que sobrar um tempo irei testar a última versão dessa ferramenta e postarei sobre isso aqui no blog.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Usando o pdnsd para fazer cache local de DNS

O pdns é uma ferramenta desenvolvida para fazer cache local de DNS em seu desktop/servidor.

Mas por que motivo cachear o DNS ?
O cache local de DNS permite uma maior velocidade de navegação (principalmente em conexões lentas) pois evita que sempre que seja preciso resolver um nome seja necessário consultar um servidor DNS externo.
Além disso também garante uma maior disponibilidade de resolução de nomes no caso do servidor DNS externo apresentar problemas, o que evita que você, por exemplo, não possa navegar (obviamente o pdnsd só resolverá os endereços já cacheados, mas isso com certeza já ajuda muito).

Configurando
O pdns usa o arquivo de configuração /etc/pdnsd.conf.
Nesse arquivo é preciso informar os servidores DNS externos (podem ser um ou mais) onde o pdnsd irá conectar para resolver o nome que não está ainda cacheado e também como o pdnsd irá trabalhar (TTLs, diretórios de armazenamento, entre outras coisas).

Segue como exemplo uma configuração básica do pdnsd usando o DNS do Terra como exemplo (200.176.2.10):

// $Id: pdnsd.conf.in,v 1.4 2000/11/11 20:32:58 thomas Exp $

global {
perm_cache=512; # Tamanho maximo do cache em disco (em Kb)
cache_dir="/var/cache/pdnsd"; # Local do armazenamento do cache
max_ttl=604800; # TTL (Time to Live) em segundos. 1 semana
run_as="pdnsd";
paranoid=off; # Se for on, consulta sempre o DNS externo
# caso contrario usa o cache
status_ctl=on;
}


server {
ip="200.176.2.10"; # IP do Server DNS externo
timeout=30;
interval=30;
uptest=ping;
ping_timeout=50;
purge_cache=off;
}


source {
ttl=86400; # TTL do /etc/hosts (padrão 1 dia)
owner="localhost.";
file="/etc/hosts";
}
É preciso também alterar o /etc/resolv.conf de forma que o nameserver seja o localhost, deixando nele somente a seguinte linha:

nameserver 127.0.0.1

Atenção: Se você usa DHCP é normal que o resolv.conf seja reescrito sempre que o IP for "adquirido". Nesse caso, será sempre necessário alterar o arquivo após o computador "pegar" o IP.

E como funciona exatamente ?
Ao consultar o endereço, o pdnsd primeiro tenta localizar o endereço no cache. Se o endereço existir, ele vai verificar o TTL do mesmo. Caso o TTL não tenha ainda expirado, o IP cacheado será usado.
Caso o TTL tenha expirado ou o endereço não exista em cache, o pdnsd então irá procurar o endereço solicitado nos servidores DNS externos configurados.


Para quem quer uma navegação mais dinâmica, seja por pouca banda ou mesmo só para otimizar um pouco a velocidade, o pdnsd é uma opção interessante e de simples instalação, tanto para servidores quanto para desktops.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

KDE 4 RC1 - Pacotes disponíveis para Kubuntu 7.10

Saiu hoje o KDE 4 Release Candidate 1. Leia o anúncio oficial aqui.

Se você quiser testar o mesmo no Kubuntu 7.10 veja aqui como fazer.

E boa sorte para quem tentar :-)

PS: quem instalar, depois por favor poste seus comentários.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Usando impressoras fiscais Bematech no Linux via USB

Quem compra algum modelo de impressora fiscal Bematech que vem com USB (ex: MP3000) e tenta usar no Linux já deve ter percebido que não consegue fazer o software dela funcionar, apesar da mesma ser reconhecida normalmente pelo SO.

Pois é: realmente a aplicação fornecida pelo fabricante (bematech.out) não funciona se a impressora for ligada via USB no Linux.

O problema se dá pela seguinte razão: a impressora ao ser plugada no Linux via USB emula uma porta paralela e o software fornecido só trabalha com portas seriais.
Ao plugar a mesma num Ubuntu é criado automaticamente um /dev/usblp0. Configurando o software da impressora para mapear a porta usando esse device, ao tentarmos rodar o mesmo ele informa que houve problema com a porta serial. Foi percebido após alguns debugs que o software usa ioctl (que só funciona com portas seriais), e isso acaba causando o erro.

Em contato com o suporte da fabricante, a informação é de que realmente a impressora não funciona no Linux se plugada na porta USB, mas existe um projeto para desenvolver um software compatível que não tem ainda nem previsão de início, quanto mais de release.

E por enquanto o jeito mesmo é usar a boa e velha porta serial...

PS: se você desenvolver um software para isso, por favor depois poste aqui o link para os sources. ;-)

Firefox 3 - Beta 1 disponível para download.

Está disponível para download o Beta 1 do Firefox 3.
Agora de "maneira oficial", já que aparentemente o mesmo havia vazado na semana anterior.

Para mais informações e links para download, clique aqui.

sábado, 17 de novembro de 2007

Ubuntu lança atualização "bugada" do Samba

Quem usa o Samba com Ubuntu Dapper (6.06) e atualizou os pacotes ontem deve ter passado por uma surpresa bem desagradável.

A atualização liberada (3.0.22-1ubuntu3.4) estava bugada e a autenticação no domínio usando máquinas Windows parou de funcionar.

Logo após ao meio-dia (horário de Brasília) os pacotes foram removidos, mas aí já era pra muita gente.

A solução encontrada naquele momento foi fazer o downgrade pra versão anterior (3.0.22-1ubuntu3.3) para que tudo voltasse a funcionar.

Consultei hoje e já percebi que saiu uma nova versão (3.0.22-1ubuntu3.5), mas ainda não tive como testar. Segunda eu vejo.

Se alguém já testou, poste seus comentários.

Espero que o pessoal do Ubuntu tenha mais cuidado com essas coisas. Já é a segunda vez em pouco mais de 1 ano que eles lançam pacotes problemáticos.

Boa sorte para nós. :-)

UPDATE (19/11) : Segue a URL do bug.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Ainda sobre rsync (agora com Ubuntu)

Em um post anterior, falei sobre haverem restrições do uso do rsync no Ubuntu.

Resolvi fazer um post espefíco sobre o assunto, para ajudar quem como eu passou por problemas assim.

As restrições resumem-se basicamente a três fatores principalmente:

1) Filesystems temporários
2) Uso de UUIDs ao invés de devices
3) Interfaces persistentes (vínculo entre mac address da placa e nome da interface)

Normalmente, no caso de uma sincronia de servidores temos 2 maneiras distintas de fazê-lo:

A) Podemos sincronizar o servidor em cima de um HD vazio, mas já particionado.
B) Podemos sincronizar o servidor em cima de um base system previamente instalado.

Maneira A
A maneira A é a mais "complicada" delas pois é preciso ter cuidado com os 3 fatores listados acima. Vamos por partes:

Fator 1:
O fator 1 é o que necessita de maior cuidado pois está ligado a forma de boot do Ubuntu (o fator 2 também tem relação com o boot, mas conseguimos bootar o servidor usando um init=/bin/bash, por exemplo). Para que o Ubuntu possa bootar é necessário que exista no filesystem root ( /) um diretório /var/run e um diretório /var/lock.
Essas pastas são necessárias antes que o /var seja montado (se ele for uma partição separada). Caso esses diretórios não existam o Ubuntu não irá bootar.

Solução: Ao criar a partição / (que normalmente é uma partição à parte, pois o /var normalmente é outra partição), crie os diretórios /var/run e /var/lock para garantir que seu Ubuntu suba.
ATENÇÃO: nunca efetuei diretamente a operação dessa maneira. Estou relatando o que é necessário para o sistema bootar, baseado em pesquisas e comentários encontrados pela rede (normalmente uso a segunda forma de sincronia para garantir o pleno funcionamento - com o base system pré instalado. Demora mais, mas é mais seguro :-) ). Se você optar sincronizar direto no HD vazio criando os diretórios, depois relate sua experiência, por favor.

Fator 2: O Ubuntu, ao invés de trabalhar com devices no /etc/fstab e no /boot/grub/menu.lst, trabalha já há algumas versões com UUIDs (não vou entrar no mérito de vantagens e desvantagens, muito menos dispor sobre o porque da mudança). Se esse formato não for alterado para o formato "antigo" (arquivos de dispositivos - /dev/sda1 ou /dev/hda1, por exemplo), ao tentar bootar o novo servidor, o sistema não irá subir pois não encontrará as partições.

Solução: Após sincronizar todo o servidor, antes de rebootar o mesmo, retorne seus arquivos /etc/fstab e /boot/grub/menu.lst para o formato convencional de device (no fstab, o nome do device está inclusive comentando na linha anterior). Sincronizando dessa forma, seu novo servidor não irá ter problemas no boot. Dica: no root do menu.lst coloque o device onde está o /.

Fator 3: O Ubuntu (7.10) guarda as interfaces de rede e seus respectivos nomes (nada mais do que um vínculo do mac address da placa de rede com o nome "ethX") no arquivo /etc/udev/rules.d/70-persistent-net.rules (O Debian Etch usa o arquivo /etc/udev/rules.d/z25_persistent-net.rules de forma similar). Ao trazer esse arquivo do servidor antigo o servidor novo pode por exemplo então passar a reconhecer a sua eth0 como eth1 (pois a eth0 já vai estar associada ao mac da placa do servidor antigo).

Solução: Apague o arquivo /etc/udev/rules.d/70-persistent-net.rules. Com isso ele será recriado corretamente no próximo boot. Ou ainda, não sincronize o mesmo, colocando-o na lista de exclusão do rsyncd.conf.
ATENÇÃO: do Ubuntu 6.06 ao Ubuntu 7.04 e no Debian Sarge o nome do arquivo é /etc/iftab.


Maneira B
A maneira B é mais simples, pois será necessário lidar somente com os fatores 2 e 3 já explicados acima.

Acredito que com essas dicas, os problemas de usar o rsync com o Ubuntu sejam todos solucionados.

Pelo menos até o lançamento da versão 8.04 ;-)

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Openfire - Nova atualização do Sip Phone Plugin

Após relatar no fórum da Ignite Realtime sobre o problema que estava tendo com esse plugin, o usuário barata7 (Thiago), desenvolvedor do mesmo corrigiu o bug e postou nova versão (1.0.2) solucionando o problema de teste de contas SIP.

Ainda assim continuo com problemas, mas agora ele mudou, pois recebo um timeout quando efetuo os testes.

Já reportei o caso, e vamos ver o que acontece agora. :-)

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Openfire - atualizado o plugin Sip Phone

Saiu a versão 1.0.1 do plugin Sip Phone.

Como única novidade, a correção de um bug que gerava incompatibilidade com o PostgreSQL e possivelmente outros DBs também (eles não citam quais).

Apesar da atualização, eu ainda continuo "lutando" com o mesmo para fazê-lo funcionar com o nosso servidor Asterisk.

Assim que resolver o problema irei postar tudo sobre esse plugin aqui.

Sincronizando computadores com rsync

Às vezes é necessário sincronizar dados entre servidores ou até mesmo copiar um servidor inteiro para outro hardware. Uma aplicação fantástica para essas tarefas é o rsync.

O rsync é uma ferramenta open source que permite a transferência de arquivos de forma incremental. Além disso, ela pode também ser usada para sincronia entre micros, partições e diretórios.

Nesse post, vou supor que seja necessário sincronizar um servidor inteiro para outro. Vou também supor que o kernel do Linux não seja compilado especificamente para o hardware, ou se for o caso, que os dois hardwares sejam idênticos. Também estou supondo que o particionamento dos discos seja igual, ou que ao menos existam as mesmas partições vinculadas aos mesmos devices (os tamanhos dos particionamentos podem ser diferentes (assim como os tipos de sistemas de arquivos), mas se obviamente o seu particionamento destino for menor que o origem os dados poderão não caber).

A melhor forma de uso do rsync para esse tipo de tarefa, do meu ponto de vista, é como cliente/servidor.

Configurando o servidor (origem dos dados)
No caso de seu micro origem ser um Debian (ou Ubuntu), será necessário antes de mais nada permitir que o daemon do rsync possa ser iniciado. Para isso deve-se alterar a opção RSYNC_ENABLE de false para true no arquivo /etc/default/rsync.

Depois é preciso configurar o arquivo /etc/rsyncd.conf.

Para ficar bem genérico, pode-se deixar o mesmo da seguinte forma:

[root]
path=/
uid=0
gid=0
read only=true
exclude=/etc/network/interfaces /etc/hostname

Esse configuração lhe dá acesso a todo o sistema de arquivos, com permissão somente de escrita.
Na linha exclude você deverá setar os arquivos e/ou diretórios que não devem ser sincronizados (separe os mesmos por espaço).

Depois disso já é possível iniciar o daemon.

ATENÇÃO: não aconselho manter o daemon ativo dessa forma, por questões óbvias de segurança (que não serão tratadas nesse post). Use o mesmo e desabilite-o logo em seguida.

Sincronizando o cliente (destino)
Supondo que seu servidor de origem tenha 4 partições ( /, /usr, /var e /home ), você pode rodar 4 comandos rsync no cliente para pegar os dados partição a partição (apesar de ser possível sincronizar direto o / teríamos de separar uma série de pastas que não necessariamente precisam ser sincronizadas. Além disso a opção x garante que o somente a partição selecionada seja trazida sem invadir outros pontos de montagem temporários como /var/run, /var/lock, entre outros ):

rsync -avx --delete ip::root/ /
rsync -avx --delete ip::root/usr/ /usr/
rsync -avx --delete ip::root/var/ /var/
rsync -avx --delete ip::root/home/ /home/

Obviamente você pode adicionar outras partições se for o caso (ou remover também).

Explicando os parâmetros
A opção -a aciona o modo arquivo e é o mesmo que a opção -rlptgoD (recursivo, com cópia de symlinks, preservando permissões, preservando data e hora, preservando grupos, preservando proprietários e preservando arquivos especiais e de devices).
A opção v ativa o mode verboso.
A opção x ativa o backup do filesystem principal, sem entrar recursivamente nos demais.
A opção --delete faz com que os arquivos do destino que não existem na origem sejam apagados, para garantir que os dados sejam os mesmos nos dois lados.
O ip será o do seu servidor de origem (onde foi configurado o rsync servidor).
O root (logo após o ::) é o nome do "compartilhamento" que você setou no servidor.
Logo após o parâmetro "root" vem então o que você quer copiar (se for diretório, sempre é necessário finalizar com o /).
E por final, você deve informar o destino pra onde vão os dados (novamente, se for diretório, finalize com /).

Exemplos explicados
Ex: rsync -avx --delete ip::root/etc/ /tmp/
Irá sincronizar todo o conteúdo da pasta etc dentro da pasta tmp.

Ex: rsync -avx --delete ip::root/etc /tmp/
Irá sincronizar a pasta /etc dentro da pasta tmp (ou seja, existirá um /tmp/etc).

Considerações
Esse procedimento já foi testado com sucesso em servidores Debian até a versão 4.0 (Etch). No Ubuntu o mesmo também pode ser utilizado, mas com restrições, principalmente na sincronização do /, pois a forma de trabalho dos tmpfs do Ubuntu pode gerar problemas na hora de bootar o servidor (estamos estudando no momento uma forma de fazer isso com segurança).

Finalizando
Para finalizar acho que é importante lembrar que essa é apenas uma das possibilidades de uso do rsync, e que a ferramenta merece ser mais explorada pois pode ser usada no dia a dia de qualquer usuário, seja ele um administrador de sistema ou um usuário final.

Para mais informações consulte aqui e aqui.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Intel lança nova linha de processadores.

Via Zumo.

A Intel lançou ontem sua nova linha de processadores chamada Penryn.

Sua principal novidade é o Core 2 de 45 nm, que reduz em 25% o tamanho do chip em relação a um equivalente de 65nm.

Com isso o custo de produção deve ser reduzido e o custo do processador também deve baratear para o usuário final. Não agora no lançamento, é claro, quando o mesmo está sendo vendido a US$ 999 para lotes de mil peças.

A matéria completa você pode ler aqui.

Leia também sobre os chips de 45nm no site da Intel.

sábado, 10 de novembro de 2007

Mais sobre os eventos comunitários do fisl

Mais um ano que chega ao final e lá estamos nós de novo abrindo as inscrições dos eventos comunitários do fisl. Bom sinal !!! :-)

Já é o quarto ano que cuido dos ECs e pela quarta vez consecutiva teremos mudanças neles (afinal precisamos evitar a rotina não é ?).

Só para recapitular, segue um pequeno histórico dos ECs no fisl, para quem não conhece:

No fisl 6.0, os ECs eram chamados de pré-eventos, pois ocorriam um dia antes da abertura oficial do Fórum. Na época 29 ECs foram realizados, a maioria deles em simples salas de aula da PUCRS, e os mesmos foram um sucesso e contaram com grande público. Tivemos tanta demanda que as sessões foram realizadas do turno da manhã até o turno de noite. E valeu qualquer improviso, até mesmo o Randal Schwartz "transformando o laptop dele em um AP (Access Point)" durante um evento do Perl para prover wireless para todo o resto do pessoal da sala. :-)

No fisl 7.0 houve a mudança pra FIERGS. Espaço novo, formato "novo", um dia a mais de evento (oficial), e a "criação" dos eventos comunitários propriamente ditos, agora fazendo parte da grade oficial. Isso deu um aspecto mais "formal" para os ECs que puderam contar com a mesma estrutura das palestras, pois usavam as mesmas salas. Por outro lado, em função dos mesmos agora fazerem parte da grade, o número máximo de sessões por evento foi reduzido para 3. Nessa edição tivemos 30 ECs realizados.

Chegou então o fisl 8.0 que teve a redução de um dia, e que trouxe como mudança para os ECs basicamente a diminuição do número de espaços na grade, algo inevitável. Ainda assim os mesmos foram um sucesso. Claro que devido a redução da duração do evento, tivemos uma queda nos números, o que fez com que somente 25 ECs fossem realizados nesse ano.

E agora ? O que tem de novo ?

No fisl 9.0, como não poderia deixar de ser diferente, novas mudanças nos Eventos Comunitários estão a caminho. Como os ECs já fazem parte da grade do fisl há 3 edições, acreditamos que devemos tomar algumas medidas que visem melhorar os mesmos e ajudem a aumentar o nível do fisl de uma forma geral. Esperamos que essas mudanças também possam ajudar a aumentar a qualidade dos eventos propostos. São elas:
  • As inscrições deverão ser feitas através do papers: com isso poderemos aprimorar a organização, centralizando as informações e otimizando os processos.
  • Os coordenadores dos ECs deverão tentar encaixar seu EC em 1 sessão. Duas sessões só serão concedidas mediante justificativa que será avaliada pela organização: essa certamente é uma medida que deve desagradar muitos, mas que foi necessária para que possamos aumentar a qualidade do fisl.
  • Os eventos que tiverem uma comunidade e/ou grupo de usuários vinculado terão prioridade de aprovação: já que na realidade esse é o objetivo do eventos comunitários, como o próprio nome já diz, essa medida visa garantir os espaços dos ECs para quem é de direito.
  • Não serão aceitos ECs que tenham o objetivo de divulgar projetos e/ou softwares. Nesses casos, o proponente deverá inscrever sua palestra na trilha que for mais apropriada: essa medida também visa garantir os espaços para as comunidades, já que apresentar um projeto ou software não caracteriza necessariamente um EC. Nesses casos, essa palestra deve ser cadastrada nas trilhas e aguardar a avaliação do Temário.
  • Eventos que não sejam vinculados diretamente a software livre serão reprovados: já que o fórum é sobre software livre, decidimos dar espaço nos ECs especificamente para eventos que tenham relação direta com o tema. Outros tipos de palestras (de cunho filosófico, político ou social por exemplo) deverão ser inscritas na trilha respectiva e irão passar pela avaliação do Temário, já que esse não é o objetivo dos ECs.
  • Um coordenador de EC só poderá coordenar um, e somente um, evento comunitário no fisl 9.0: com isso poderemos dar mais espaço para pessoas diferentes poderem ter seu EC no fisl.
Para mais informações, consulte a chamada completa aqui, ou caso você tenha alguma dúvida, ainda é possível mandar um e-mail.

A maioria das mudanças visa garantir mais espaço efetivamente para os grupos e comunidades, já que os ECs foram criados exatamente com esse intuito: dar espaço para que as comunidade e grupos de SL possam se encontrar, debater e além de tudo ajudar a construir o fisl.

Já especificamente na parte dos Papers , pecamos por não ter desenvolvido a tempo um formulário específico para os ECs, obrigando os mesmos a usar o formulário padrão (que não tem todos os campos). Dessa forma, pedimos que os proponentes tentem enquadrar todas as informações da melhor forma possível dentro do formulário disponível.

Espero que as mudanças sejam compreendidas e aceitas, pois a intenção da Organização é sempre fazer o fisl melhor do que o do ano anterior. Certamente não podemos agradar a todos, mas de qualquer forma isso faz parte e quando decidimos mudar já tínhamos consciência disso.

É isso aí. Aguardo as inscrições de vocês e os espero no fisl 9.0, agora de volta à PUCRS pra alegria de muita gente (inclusive a minha).

Até lá.

:-)

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Abertas as inscrições para os Eventos Comunitários do fisl9.0

Estão abertas as inscrições.

Não perca tempo e inscreva seu Evento Comunitário .

Para saber mais sobre como fazer a inscrição e sobre as novas mudanças, acesse aqui.

Aguardo vocês. :-)

Ainda sobre o Asterisk IM 1.4.0

Encontrei no site da Ignite Realtime uma thread falando especificamente sobre o problema que estou tendo com este plugin, e parece que mais gente está passando por situações similares desde o lançamento dessa nova versão.

O mais interessante é que depois instalado, a conexão com o servidor Asterisk resolveu ficar ativa (o que não estava acontecendo), mas ainda não testei para verificar se as funções estão funcionando corretamente.

Vamos aguardar pra ver o resultado disso...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Propus - apresentação de case no VoIPCenter 2007

Marlon Dutra, um dos diretores da Propus (empresa onde trabalho), apresenta hoje um de nossos cases no VoIPCenter & Asterisk On-Line 2007.

A palestra será "Case de sucesso: Guascor Empreendimentos Energéticos".

Resumo: "A empresa Guascor possui cinco grandes escritórios, onde cada um deles recebeu um servidor VoIP. Cada servidor possui um E1 de voz com a rede pública, e todos eles são interligados por MPLS, com QoS (DiffServ). Todas as chamadas entre filiais são feitas internamente, com ramais de 4 dígitos. Chamadas externas sempre são encaminhadas pela rota de menor custo. O case vai mostrar que além da grande adição de tecnologia, houve uma redução forte nos custos de comunicação, justificando todo o investimento e manutenção da plataforma."

Ainda esse ano, no fisl8.0, ele já havia apresentado um outro case de sucesso nosso.

O programa completo do evento, pode ser visto aqui.

Asterisk IM versão 1.4.0

Juntamente com a versão do Openfire 3.4 saiu a nova versão do plugin Asterisk IM.

Pode-se perceber de imediato que na tela de cadastro do vínculo do JID com o ramal SIP aparece um ComboBox com todos os devices disponíveis (que ele lê diretamente do Asterisk), o que pode evitar erros e garantir um cadastro correto.

Mas para quem prefere digitar, ainda existe um text box para agilizar o processo.

O changelog completo pode ser visto aqui.

Bem interessante !

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Openfire 3.4.1 disponível

Saiu a versão 3.4.1 do Openfire, que está disponível aqui.

Ainda não instalei a mesma, mas pude ver que ela tem uma série de novas features e bugs fixes.

Entre todos, acho que o mais interessante deles é o recurso de clustering, que vem somente disponível na versão enterprise.

É instalar pra ver...

UPDATE: Ao instalar a versão 3.4.1, o plugin do Asterisk IM foi atualizado para a versão 1.4 e parou de comunicar com o servidor. Logo, resolvi fazer um downgrade para versão 3.3.3 que está mais estável (ao menos nesse caso...)

UPDATE2 (07/11): Instalei a versão 3.4.1 em outra rede que rodava Asterisk 1.2 e o mesmo funcionou perfeitamente...

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Auth-client-config

Outra ferramenta que vem já com a nova versão do Ubuntu é o auth-client-config.

auth-client-config é um script python que modifica os arquivos de configuração do pam e o nsswitch.conf auxiliando nas configurações de autenticação. Ele pode ser usado por administradores de sistema para efetuar de forma fácil e rápida as configurações destes.

Ainda não utilizei a ferramenta, mas acho que a mesma pode ser bastante interessante e que merece um post. A possibilidade de criação de profiles é algo que pode agilizar muito em casos de instalações em larga escala.

Se alguém já usou e tem mais informações, fique à vontade para postar um comentário.

Mudanças na autenticação via LDAP do Ubuntu 7.10

Quem usa autenticação por LDAP e instalou a nova versão do Ubuntu (7.10 - Gutsy Gibbon) deve ter percebido que as coisas mudaram um pouco.

Além de corrigir os bugs das versões anteriores (principalmente a inexistência do grupo nvram que fazia o boot levar "séculos"), os arquivos de configuração mudaram. E para melhor.

Agora, ao invés de ter de configurar o libnss-ldap.conf e o pam_ldap.conf, basta configurar o arquivo ldap.conf que fica no /etc. Ele tem basicamente a mesma estrutura destes o que não será um problema pra quem já sabia como proceder nas versões anteriores.

Muito mais simples...

sábado, 27 de outubro de 2007

Openfire - uma análise mais completa

Tenho percebido uma grande movimentação em meu blog que vem de pessoas que a cada dia que passam buscam mais e mais informações sobre Jabber (XMPP - leia mais aqui e aqui), mais especificamente sobre o servidor Jabber Openfire.

O Openfire é um servidor Jabber desenvolvido em Java pela Ignite Realtime. Acompanho o mesmo desde os tempos em que se chamava Wildfire e ainda estava na versão 2.x. Desde lá ele passou por inúmeras melhorias, recebendo mais recursos e aprimorando os que já existiam (como a autenticação LDAP, por exemplo).

O Openfire tem uma gama imensa de recursos, sendo que do meu ponto de vista um dos mais interessantes é o uso de plugins, que permitem extender as funcionalidades do servidor.
Existe quase uma dezena de plugins disponíveis (e outros que já estão em desenvolvimento), dos quais dois eu acho que merecem um destaque especial:
  • Asterisk-IM que "integra" o Openfire com seu servidor Asterisk
  • Gateway IM que integra sua rede Jabber com outros protocolos como MSN, ICQ, AIM, etc... Este em particular eu já havia usado em sua versão Beta, época em que cada transporte (gateway) era um plugin diferente e bastante instável. Nessa última versão (que já não é mais beta) o plugin está muito melhor e mais prático.
Poderia também citar os demais, que são: Broadcast (para mandar mensagens de broadcast para os usuários), Content Filter (para implementar filtro de conteúdo) entre outros.

E a instalação ?

Requisitos básicos para instalação: Java JRE (recomendo a versão 6 update 3), MySQL (dê preferência para a versão 5, que tem suporte a replicação) e um servidor LDAP (opcional, que pode ser usado para autenticação).

Como meu negócio é software livre, eu vou falar da versão pra Linux, é claro.
A instalação é toda via Browser. Antes é claro você precisará abrir o .tar.gz que você baixou (ou instalar o .rpm), instalar o MySQL, criar o DB, o usuário do DB e dar as permissões de acesso ao mesmo. Depois disso basta apontar o browser para o domínio, na porta 9090 e seguir os passos (ex: http://localhost:9090). Claro que isso irá instalar um servidor básico. O resto das configurações são depois feitas pela interface web de administração, ou editando o arquivo openfire.xml que fica na pasta conf, dentro da pasta Openfire.

Já instalei o servidor, e agora ?

Depois do servidor instalado se você estiver usando LDAP para autenticar os usuários e se tiver feito tudo corretamente, basta começar a configurar e conectar os clientes.
Se você não usar LDAP será necessário logar na interface administrativa e criar os usuários e grupos manualmente. Nesse aspecto o Openfire é super bacana. Você pode criar grupos de usuários que se enxergam automaticamente entre si, fazendo com que não seja necessário que os usuários se adicionem uns aos outros na suas listas. Você pode criar vários grupos e fazer com que eles se vejam ou não. Você pode inclusive colocar nos grupos usuários de outros domínios jabber, já que você pode interconectar as redes usando o protocolos s2s.
Essa é outra feature muito legal do Openfire. Você pode permitir que seu servidor se conecte a qualquer outro servidor Jabber, ou você pode fazer uma black list de servidores que não podem ser conectar ao seu servidor, ou ainda uma whitelist só com os servidores que podem ser conectar. No caso da empresa onde trabalho, nosso servidor se conecta somente aos servidores jabber de nossos clientes e com isso podemos incluir contatos dos nossos clientes sem precisar ter um usuário jabber na rede deles. Muito prático.
Outro recurso disponível é a criação de salas de conferência. Você pode configurar os membros que podem acessar a sala, uma senha para acesso e uma série de opções que possibilitam e/ou limitam o que os membros podem fazer na sala.
As mensagens offline também tem uma configuração específica. Você pode armazenar as mesmas (e configurar o que fazer quando o limite de espaço de armazenamento for excedido), pular (não armazenar e informar o remetente) ou liberar (não armazenar e nem avisar o remetente que a mensagem não será entregue).
Com relação a auditoria (que é recurso pelo qual tenho percebido grande interesse por parte dos visitantes do blog), é possível configurar o Openfire para armazenar as mensagens em arquivos de logs (separados por usuário) em uma pasta a ser espeficada, até um limite de espaço a ser determinado (por usuário e total). Você pode configurar por quantos dias os logs serão armazenados (pode ser indefinidamente) e os pacotes a serem auditados. Também é possível informar uma lista de usuários que não deverão ser auditados. Quanto a auditoria, 2 questões devem ser esclarecidas: primeiro, o Openfire não tem um visualizador de logs de auditoria, cabendo a você desenvolver um próprio e segundo, se você utilizar gateways para outros protocolos (MSN, ICQ, etc...) essas mensagens também serão auditadas, o que parece ser algo pelo qual os administradores tem tido muito interesse ultimamente.
Outro recurso que pode ser importante, dependendo da situação é possibilidade de ativar compressão entre o cliente e o servidor. Isso pode ajudar a diminuir o uso de banda em conexões de pouca largura.
Acho que por último e não menos importante também é a capacidade do Openfire de transferir arquivos (ou desabilitar essa feature) entre os clientes. É um padrão do protocolo XMPP, mas merece certamente ser citado, pois muitas pessoas tem dúvidas se isso é possível com Jabber.
Obviamente existem outros recursos que poderiam ser citados mas acho que os principais já foram elencados acima.

E o que vem pela frente ?

A última versão estável é a 3.3.3 sendo que a 3.4 está em desenvolvimento (o programa de beta testing vai até o dia 31 de outubro - próxima quarta) e sua principal novidade será o suporte a clustering permitindo distribuir a carga entre vários servidores que servem o mesmo domínio, além é claro de diminuir o downtime, pois caso uma máquina falhe outra irá continuar atendendo.

Concluindo...

Do meu ponto de vista o Openfire é o servidor que oferece os melhores recursos entre todos os servidores Jabber que conheço e eu com certeza o recomendo para pequenas e médias instalações.
Como já disse num post anterior, não sei informar se ele seria capaz de atender um domínio como o jabber.org, por exemplo, ou que hardware seria necessário para suportar a média de 8000 conexões simultâneas deste.
Se você quiser testar, por favor depois me relate como foi sua experiência.

UPDATE (28/10 - 15:39): Informações adicionais sobre os bancos de dados suportados foram adicionados nos comentários.

UPDATE (25/01): Criada a lista de e-mail Openfire-BR. Saiba mais.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Superkaramba

Como muitos eu tenho o meu lado usuário que adora um Desktop visualmente bacana e com extensões legais (preferem widgets ?) mas que ao mesmo tempo sejam também úteis.

Por isso, nunca deixo de instalar o SuperKaramba onde quer que eu esteja. O SuperKaramba é uma ferramenta que permite instalar (e até mesmo criar) widgets para seu desktop KDE.

Ele é muito popular e existem centenas de temas disponíveis para o mesmo na página do KdeLook.org. É incrível o que você encontra lá: desde temas para IM, mail, música, monitoração, até leitores de RSS e de comics online. Muito bom.

Entre os temas que eu não dispenso estão:

Kroller: o Kroller cria uma barra de menus similar a do Mac OSX que dá um visual muito bacana ao Desktop além de ser de uma praticidade incrível. Tente usar uma vez e você nunca mais conseguirá ficar sem ele.



Aero AIO: O Aero AIO é um tema que mostra todas as informações de seu computador. Uso de memória, CPU, rede, disco, versão de kernel, uptime, entre outras. Conta ainda com uma série de plugins que podem ser instalados para aumentar a quantidade de itens a serem monitorados.



Liquid Weather: O Liquid Weather é o melhor tema e software que já vi pra previsão do tempo. Cheio de recursos e de uma visual incrível, supera quaisquer outros softwares do tempo como o KWeather o e plugin ForecastFox do Firefox. Sensacional !




Se você como eu gosta desse tipo de recursos no Desktop, o SuperKaramba foi feito pra você.

OpenVPN

Falando em túneis e VPNs uma ferramenta muito útil e com uma imensa gama de recurso é o OpenVPN.

O OpenVPN é uma solução de VPN que usa autenticação por chaves o que aumenta muito a segurança da conexão.

Por ser muito flexível e parametrizável, ela pode ser implementada de várias formas. Você pode implementar sua VPN peer to peer (usando tun) ou então pode fazer com que seu micro cliente receba um IP da rede onde você está conectado (usando tap - no Linux isso demanda algumas outras modificações, inclusive no proxy ARP. Se alguém tiver interesse por favor contate-me.). Seja qual for a forma usada, você poderá implementar roteamento para os demais micros de sua rede usando a OpenVPN. Além disso você também pode implementar sua VPN usando TCP ou UDP. A escolha é sua.

A configuração da OpenVPN é bastante simples, sendo relativamente similar no lado cliente e no lado servidor. No lado do servidor você irá utilizar o arquivo server.conf. No lado do client, se você usar Linux, você pode criar um arquivo .conf para cada cliente onde deseje conectar e deixar todos na pasta /etc/openvpn (Debian ou Ubuntu). Na realidade o OpenVpn lê todos os arquivos .conf da pasta e executa os procedimentos de cada um (levanta um servidor, conecta na rede A, conecta na rede B, etc...)

Como a autenticação se faz por chaves, você precisará criar uma autoridade certificadora que irá assinar os certificados de todos os clientes que irão conectar no servidor. Se tiver dúvidas de como fazer isso, leia meu post anterior sobre openssl e geração de certificados. Além disso será necessário gerar uma chave específica também para cada cliente.

E se por ventura, sua máquina cliente rodar Windows, fique tranquilo: para essa plataforma existe o cliente OpenVPN Gui que se aloja na tray area, e que pelo menu de contexto permite que você conecte e desconecte de sua VPN com praticidade. O arquivo de configuração do mesmo é similar ao do Linux, mas a extensão muda de .conf para .opvn. Os parâmetros são exatamente os mesmos só mudando a forma de indicar os caminhos dos certificados e arquivos de log, é claro.
Se for o caso, você também pode instalar seu cliente OpenVPN Windows como um serviço, fazendo com que sua VPN seja automaticamente conectada ao ligar o micro (eu particulamente prefiro subir a mesma quando se faz necessário, seja no Linux ou no Windows).

Como você pode perceber o OpenVPN é uma ferramenta muito útil e com uma vasta lista de features, o que me permitiria escrever páginas e páginas sobre ele. Como em blogs posts muito longos ficam extremamente maçantes e a intenção do mesmo é ter textos curtos com análises de ferramentas em geral, caso você queria mais informações ou somente queria trocar uma idéia me envie um e-mail.

Vtun - Minha conexão já era...

Após instalar o Ubuntu Gutsy Gibbon (7.10) me deparei com o seguinte problema: não consigo mais fechar um túnel Vtun com servidores rodando Debian ou outras versões mais antigas do Ubuntu.

Acredito ser um problema de versão, pois o Gutsy traz a versão 3.0 do Vtun enquanto as outras distribuições "mais antigas" ainda usam a versão 2 do mesmo.

Se você passou por algo similar e conseguiu resolver a questão, por favor me mande um e-mail com a solução. :-)

Se eu encontrar a resposta, irei postar aqui no blog.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Eventos comunitários no fisl 9.0

Atenção:

nos próximos dias estarão sendo abertas as inscrições para os eventos comunitários do fisl 9.0.

Para quem ainda não sabe ou não conhece, os eventos comunitários são conferências e encontros de comunidades, propostos e organizados por seus próprios integrantes que ocorrem dentro da grade do fisl.

Fiquem ligados!!!

9º Fórum Internacional Software Livre - fisl9.0
17, 18 e 19 de abril de 2008
Porto Alegre RS Brasil

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Gerando certificados com o OpenSSL

Gerar certificados é uma tarefa que eventualmente se faz necessária.

Pensando em facilitar esse processo (que eu particularmente acho meio chato e que nunca lembro exatamente de todos seus passos), resolvi criar um script para isso.
Para que o mesmo funcione é necessário que você tenha o certificado da CA (autoridade certificadora) que irá efetuar a assinatura e a senha deste.

Segue:

#!/bin/bash
# geraCert.sh

# Parametros
# $1 = nome do certificado a ser gerado
# $2 = nome do certificado da CA

if [ "$1" = "" ]; then

echo
echo 'Sintaxe: geraCert.sh nome do certificado nome da CA'
echo
exit
fi

if [ "$2" = "" ]; then

echo
echo 'Sintaxe: geraCert.sh
nome do certificado nome da CA'
echo
exit
fi

if [ ! -f "./$2.crt" ]; then

echo
echo Arquivo $2.crt não encontrado
echo
exit
fi

# Gera uma nova chave
openssl genrsa -out $1.key 1024

# Gera uma requisição de assinatura
openssl req -new -key $1.key -out $1.csr

# Gera um certificado assinado através da requisição (5 anos)
openssl x509 -days 1825 -CA $2.crt -CAkey $2.key -in $1.csr -req -out $1.crt

# Visualiza o certificado
openssl x509 -text -noout -in $1.crt

# Verifica a assinatura
openssl verify -CAfile $2.crt $1.crt

Se você quiser mais informações, pode ver esse pequeno howto criado pelo Marlon Dutra (que eu tomei por base para gerar o meu script).

Convertendo timestamps

Você como eu já deve ter precisado converter um timestamp em uma data "legível".

Para isso, segue um script que faz exatamente isso (Atenção, ele usa Perl e necessita da ctime.pl).

#!/bin/bash
# timestamp.sh
#
# Parametros
# $1 = timestamp

if [ "$1" = "" ]; then

echo
echo 'Sintaxe: timestamp.sh timestamp'
echo
exit
fi

EPOCH=$1
DATE=$(perl -e "require 'ctime.pl'; print &ctime($EPOCH);")
echo $DATE

Espero que seja útil.

Configurando o Nagios com o Nagios Web Config

O Nagios é uma ferramenta muito interessante (e eficiente) para monitorar serviços e servidores. Só que por outro lado, uma das coisas mais maçantes e tediosas que existem é ter de configurar o mesmo. São horas e horas em cima de vários arquivos de configurações para poder colocá-lo em funcionamento.

Mas com o Nagios Web Config isso tudo fica diferente.

O Nagios Web Config é um software que serve para configurar os hosts, serviços, grupos de hosts, comandos e todas as demais configurações do Nagios (exceto a configuração inicial do mesmo) de forma visual e prática utilizando para isso o seu browser. Por isso mesmo, ele já foi planejado para ser implementado na própria sidebar do Nagios, o que facilita ainda mais seu uso.

E como ele trabalha ? Ao ir adicionando/deletando/editando as configurações ele vai armazenando as mesmas em um DB MySQL. Depois você pode solicitar que ele escreva as configurações e ele próprio irá gerar os arquivos necessários sem que haja necessidade de editá-los manualmente. Além disso, como os dados ficam num DB caso você precise reinstalar o servidor (ou por exemplo decida colocar o Nagios em outro servidor), não haverá necessidade de refazer todas as configurações.

Como nem tudo são flores, a instalação dele junto a um Nagios recém instalado pode ser meio "chata", sendo necessário gerar algumas configurações básicas do Nagios para que o mesmo no mínimo consiga ser iniciado. Ou seja, você não vai escapar de ter de meter a mão nos arquivos do Nagios no início, mas depois tudo vai ficar muito mais simples. Pode confiar.

Sem dúvida é uma excelente ferramenta para otimizar esses processos de configuração e que com certeza ajudará muito a manter seu Nagios sempre atualizado, e o melhor, de forma bem simples. :-)

mkntpwd

Uma ferramenta que eu sempre preciso e nunca encontro é o mkntpwd.

Ele serve para criar os password hashes do Samba que são armazenados nos atributos de senha do mesmo no LDAP.

Ele é utilizado principalmente pelo PhpLdapAdmin, mas também se faz necessário na ferramenta de administração LDAP criada pela Propus.

Ou seja, sempre que preciso instalar a mesma eu nunca acho os fontes. Por isso resolvi criar um post sobre o assunto pra não perder mais o link.

Você pode baixar os fontes do mkntpwd aqui.

Gmail vai começar a suportar IMAP

Deu no Google Operating System e no Google Blogoscoped.

O Gmail começou a suportar também IMAP. Para setar essa nova feature vá em Configurações na Aba de Encaminhamento e POP/IMAP.

Como o recurso é muito recente, nem todas contas ainda o possuem (a minha ainda não tem), mas o mesmo vai começar a aparecer para todos os usuários nos próximos dias.

Vejam a figura abaixo:




Leia mais aqui ou aqui.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

KDE 4 - Beta 3 no Ubuntu Gutsy 7.10

O site do Kubuntu está disponibilizando um howto para orientar os usuários interessados a instalar o KDE4 beta 3 no Gutsy (7.10).

Quem quiser arriscar pode ver as instruções aqui. O melhor é que é possível instalar o KDE4 junto do KDE3, mas de qualquer maneira eu não recomendo isso para micros de produção, prefiro aguardar o Kubuntu 8.04.

Boa sorte para quem tentar :-)

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Novo cliente IM - Instanbird

Me deparei com um novo cliente de IM que parece ter futuro. É o Instantbird.

Ele reúne o melhor da Mozilla com o Pidgin. Para quem usa o Pidgin, verá que ele o lembra em alguns aspectos, principalmente no gerenciamento de contas. Da Mozilla vem os add-ons no mesmo estilo de Firefox e Thunderbird o que promete facilitar a construção de complementos que devem começar a aparecer em breve (assim eu espero...).

Como é ainda a versão 0.1 ele ainda é muito cru para o usuário final, sendo interessante pra quem gosta de testar e conhecer novos produtos. Coloquei nele minha conta ICQ e nem os nomes dos usuários ele resolveu. Não tem menu de contexto, não tem envio de arquivos, ainda não tem praticamente nada, só troca de mensagens.

Espero que dê certo e o projeto siga adiante, pois tem tudo para ser um grande cliente.

domingo, 21 de outubro de 2007

Novo blog para Off topics

Resolvi criar um novo blog somente para postar sobre outros assuntos que não estejam necessariamente relacionados a informática (o que não quer dizer que não vá postar nada sobre esse tema também ;-) ).

Nesse novo blog irei falar sobre música, quadrinhos, videogames, filmes e irei também incluir meus post pessoais, além de outras bobagens ou coisas interessantes que aparecerem por aí.

Se alguém quiser acompanhar, o endereço é http://offtopicsandfun.blogspot.com/.

Se preferir, o RSS é http://feeds.feedburner.com/Mhterres-OffTopicsAndFun.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Openfire e o plugin Gateway IM

Um recurso que pode ser bem importante para quem pensa em implementar um servidor de mensagens instantâneas é poder se interligar com as outras redes de IM disponíveis (ICQ, MSN, AIM).

Por mais que você pretenda usar somente o Jabber, muitas pessoas continuarão pelo menos no período inicial de implantação necessitando de suas contas nas outras redes para manter seus contatos ativos.

Pensando nisso, resolvi falar sobre um plugin que pode ser a solução se você tem esse problema: o Gateway IM.

O Gateway IM permite que você instale os chamados transportes sobre o Jabber. Os transportes nada mais são que meios de se acessar um conta de outra rede (MSN, ICQ ou outros protocolos) usando sua própria conta Jabber. Isso permite ao SysAdmin bloquear totalmente esses protocolos em sua rede e liberar os mesmos somente para usuários específicos. E fica melhor: você pode liberar a conta ICQ para o usuário A, para o usuário B liberar somente a conta MSN e para o usuário C não liberar rede nenhuma. O plugin é muito flexível.

Após a instalação do plugin, aparecerá uma nova opção chamada Gateways na aba do Servidor (bem no final da lista). Lá existem 2 itens:

Configurações: nesse item você irá determinar quais tipos de gateway quer liberar (AIM, Gadu Gadu, ICQ, IRC, MSN e Yahoo). Existem outros gateways experimentais os quais eu não recomendo que sejam marcados em servidores de produção.

Cada gateway tem 3 opções:

Testes: aqui você irá testar a conexão de seu server Jabber com a rede que você quer conectar.
Opções: aqui você irá configurar os dados de conexão a rede (os dados default costumam funcionar bem).
Permissões: aqui você irá setar como serão as permissões de acesso, que são 3 possíveis: Todos os usuários podem ser registrar. Esses usuários e/ou grupos podem se registrar (você então deverá informar os usuários e grupos com permissão) ou Somente registro manual (o que obriga que você cadastre cada usuário e sua conta específica na rede que será acessada - é mais trabalhoso, mas gera o maior controle possível).

Registros: Se você tiver escolhido para algum gateway a opção de registro manual, nesse item você irá mapear o usuário jabber e sua conta na rede externa. Para isso basta adicionar o novo usuário e colocar seu login da rede Jabber, o tipo de gateway, o usuário da rede externa, sua senha da rede externa e o apelido.
Ao cadastrar minha conta MSN na conta Jabber de nosso servidor, tão logo cliquei no botão Adicionar e minha conta MSN foi automaticamente desconectada do Pidgin. Instantaneamente meus contatos MSN começaram a aparecer na minha lista através do transporte Jabber.

Percebe-se que realmente o plugin além de ser muito útil é bastante simples de utilizar. E o que é ainda melhor, já que seus usuários estarão navegando via Jabber, todas as mensagens das outras redes também poderão ser monitoradas via a auditoria do Openfire.

Se você preferir pode também usar outros clientes específicos Jabber para evitar que os usuários tenham acesso a outros protocolos. Seguem algumas sugestões:

psi - Linux/Windows
Coccinella - Linux/Windows
Exodus - Windows

E outros mais podem ser encontrados aqui.

UPDATE (25/01): Quer trocar idéias com usuários do Openfire ? Cadastre-se na lista Openfire-BR


UPDATE 17/06/2012: Saiba mais sobre o Spectrum IM, o projeto atual do desenvolvedor do Kraken e do Gateway IM (ambos descontinuados).

Ubuntu Gutsy Gibbon liberado

Não é novidade mas eu não poderia de deixar de postar a notícia.

O Ubuntu 7.10 está disponível para download.

Ubuntu - versão x86
Kubuntu - versão x86

Ubuntu - versão 64
Kubuntu - versão 64


Para outras versões e mirrors do Ubuntu, clique aqui.
Para outras versões e mirrors do Kubuntu, clique aqui.
Interessado no Xubuntu, clique aqui.

Ou se preferir, peça gratuitamente seus CDs do Ubuntu ou do Kubuntu.

ISOs já baixados e dist-upgrades em andamento.

Vamos ver qual é :-)